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Imagine um futuro em que o consultório médico está em sua casa
Obter cuidados médicos do sistema de saúde é muitas vezes um exercício frustrante. O Dr. Eric Topol diz que o smartphone poderia tornar a assistência médica mais barata, mais rápida, melhor e mais segura.
Essa é a essência de seu novo livro, “The Patient Will See You Now” , “O paciente irá vê-lo agora”. Muitas pessoas estão otimistas sobre o futuro da saúde móvel para transformar a saúde, mas Dr. Topol recebe crédito extra por causa de sua grande experiência: ex-chefe de cardiologia da Cleveland Clinic e atual diretor do Scripps Translations Science Institute, em La Jolla, na Califórnia.

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Nós estivemos com o Dr. Topol durante sua turnê de lançamento do livro para perguntar-lhe o que os cuidados de saúde móvel digital serão no futuro. Aqui está uma versão editada de nossa conversa.


O que deixou você animado sobre aplicativos móveis de saúde?

Quando eu estava na Cleveland Clinic, em 2000, eu fui contatado, como um cardiologista, por uma empresa que queria fazer o acompanhamento do ritmo cardíaco através da Internet. Foi a primeira empresa médica digital dedicada. Eu achei aquilo muito empolgante. Isso abriu meus olhos, vi que havia todo um novo mundo lá fora.

A reação inicial foi a de aquilo era ineficaz, mas também houve alguma expectativa genuína. O produto ainda não estava pronto, mas o conceito foi altamente atraente. Agora você pode ter algo menor do que um cartão de crédito e pode monitorar o seu ritmo cardíaco através do telefone, e é aprovado pela FDA. Você pode comprá-lo por US $ 69 na Amazon, tê-la entregue à sua porta e ter o seu ritmo monitorado, não importa onde você está.


Você já usou esse tipo de monitor de ritmo cardíaco por telefone para diagnosticar pessoas em voos de avião - duas vezes. Agora você está dizendo que um monte de testes e monitoramento que é feito em hospitais seria melhor feito em casa. Como isso poderia funcionar?

O hospital é um edifício que não precisamos mais, exceto para unidades de terapia intensiva e centro cirúrgico. [Todo o resto] pode ser feito de forma mais segura, mais conveniente, com mais economia na casa da paciente.

Nós já fizemos essa opção inacreditável de cirurgia hospitalar para ambulatorial nos últimos anos. Tantas operações são feitas agora, em regime ambulatorial. Agora você pode implantar um “stent”, em regime ambulatorial em uma hora. Novas mudanças irão acontecer novamente. Nós estamos indo, não de internação para ambulatório, mas de internação para casa. Os hospitais vão precisar se tornar centros de vigilância de dados. Os dados vão ser provenientes da comunidade, da região.


Não vai ficar um monte de gente para trás porque não pode pagar ou não pode gerenciar os sistemas?

Estamos falando de coisas baratas; smartphones você pode obter agora por US$ 35 da China. Você tem um telefone barato, você tem sinal de celular em todos os lugares, muito bom, e você tem interfaces de usuário muito amigáveis. Minha mãe de 93 anos vive com a gente e ela está constantemente com seu iPad.

Pode ser mais barato para nós para darmos um smartphone e um contrato de serviço para as pessoas, em vez de ter de levá-las para a sala de emergência e internação hospitalar; um dia no hospital é US$ 4.500 nos EUA. Eu acho que o custo dessa troca eventualmente vai ser confirmado.

Existem sistemas de cuidados de saúde, como Kaiser, um aplicativo móvel, onde você pode acessar qualquer parte de seu prontuário médico, seus dados de laboratório, seus gráficos de dados vitais, seus registros hospitalares.


Os hospitais não vão ficar felizes com a perda de quota de mercado. Como essas mudanças vão acontecer?

Não vai acontecer de dentro da comunidade médica; tem que ser de forças externas. Todas as grandes empresas de tecnologia estão se metendo na medicina - temos Google, Apple, Facebook, Salesforce.com. Mas a verdadeira inovação não está vindo deles, está vindo das startups. Há uma que eu amo, essa startup UCLA, que é uma empresa para fazer raios-X através de seu telefone. É o selfie do futuro.

Temos de conseguir a garantia de privacidade de dados de saúde. E também temos de fazer muitos trabalhos científicos. Nós temos que ter um monte de validações, testes clínicos. Muito disso não foi validado por ensaios clínicos; são apenas ideias atraentes que precisam ser comprovadas.


Onde é que os médicos reais cabem neste novo mundo?

Eu sou um cardiologista regular na quinta-feira; é o meu dia de clínica, eu amo isso. Eu vou continuar a fazer avançar este novo modelo de atenção que é individualizado e moderno, mas também nunca descontando o aspecto vital do fator humano, do toque humano. Quem me conhece como médico sabe que eu tenho relações muito estreitas com os pacientes; não é essa coisa de computador. Adoro praticar medicina e vou continuar a fazê-lo com esse objetivo primordial.


Fonte: traduzido de www.npr.org – 12/01/2015
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