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SERÃO OS JOVENS DE HOJE MAIS CONSERVADORES?
Vejam resultado de pesquisa !
A equipe interacadêmica do Eixo RH na Academia, da ABRH-PR, em parceria com a Diferencial Pesquisa, ouviu 2027 alunos de 11 IES (Instituições de Ensino Superior) em Curitiba, entre outubro de 2015 e maio de 2016. Conseguimos levantar alguns resultados surpreendentes, que serão apresentados parcialmente neste artigo, e posteriormente em outros, através dos meios de comunicação da ABRH e das IES envolvidas no projeto.

Cabe inicialmente afirmar que considerando o universo, trata-se de uma amostra vigorosa, com baixa margem de erro. Esta condição faz dos seus resultados, uma preciosa fonte de informações para as próprias IES, para as organizações que atuam na região e para os estudantes, em relação a várias questões que envolvem expectativas sobre formação e atuação profissional.

Os desafios postos na contemporaneidade, em decorrência dos avanços científicos e tecnológicos já provocaram e ainda provocarão grandes transformações na sociedade, exigindo desses três atores novas competências para conceber e promover soluções compatíveis. Nesse sentido, os resultados da pesquisa trouxeram informações que possibilitarão a cada IES e as organizações de Curitiba e região metropolitana refletirem e se posicionarem, estrategicamente, no cenário.

O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário estruturado, em formato digital, postado no portal da ABRH-PR, contendo as seguintes categorias de questões:

a) processo e métodos de ensino-aprendizagem: tipo de ensino: EAD e presencial, importância do professor, tipo de material didático, qualidade da formação recebida, competência do professor, outros,

b) perfil da geração Y: constância e forma de vinculo profissional, perspectivas sobre seu crescimento profissional, desejo de empreender, desejo de liberdade, outros,

c) interesse em ingressar em organizações e de que tipo: empresas multinacionais, indústrias, empresas economia mista, outros,

d) fatores motivacionais: segurança, remuneração, participação em atividades sociais, empresas preocupadas com sustentabilidade ambiental e social, outros,

e) valores percebidos na empresa e valores praticados por eles: respeito, equilíbrio entre vida e trabalho, tradição, produtividade, competição, e muitos outros.

Para começar a relatar algumas informações, nos deparamos com algo instigante. Fala-se muito no empreendedorismo dos jovens e de seu desejo em trilhar pelo caminho da livre iniciativa. Porém detectamos que a resposta positiva à indagação: Já frequentou ou frequenta Empresa Júnior da Universidade, foi de 4% na graduação e 6% na pós-graduação.

Não seria este um bom começo para quem deseja seguir os passos de Mark Zuckerberg? Este resultado abre para novas indagações uma vez que quando apresentamos tais resultados para as IES participantes do projeto, algumas informaram que não mantem programas do tipo Empresas Junior. Caberia então outra questão: são os estudantes que não se interessam? São as IES que não os estimulam? E teríamos de seguir indagando, se as IES já tentaram: quais as razões pelas quais não deu certo este tipo de proposta?

Também nos chamou atenção a importância do papel dos programas sociais de financiamento estudantil, para melhorar a qualidade do conhecimento, cultura e educação da população. Em Curitiba, percebemos que 37% dos estudantes na graduação e 30% na pós-graduação, recebem algum tipo de bolsa ou incentivo financeiro, para realizarem seus estudos, sendo que 45% da classe C possui auxílio financeiro para estudar no curso superior ou pós-graduação. Como seria a educação de futuros gestores e profissionais sem esse tipo de auxílio? E por outro lado, haveria alguma oportunidade para as IES aproveitarem esta condição, criando diferentes modelos de bolsas de educação, já que muitas vezes as salas de aulas não chegam a lotar sua capacidade? Ou seja, o professor está sendo pago para dar aulas para 15 ou para 30, da mesma maneira.

Neste primeiro artigo - degustação, não poderíamos deixar de abordar algo sobre o professor e seu papel. Creio que todos temos certa impressão de que no passado o professor presente e a sala de aula formal foram essenciais, mas que com a evolução dos métodos e dos sistemas inteligentes informatizados, este papel tende a diminuir bastante. Fala-se e incentiva-se muito o EAD e outras formas de aprendizagem com plataformas digitais, onde o estudante faz seu projeto de estudo, seu horário, esclarece dúvidas e é avaliado por sistemas online e impessoais. Ora, se os jovens cada vez mais são digitais, preferem contatos virtuais a físicos, nada mais natural que tudo se desenvolva nesta direção. Entretanto nossa pesquisa trouxe outras surpresas.

Entre nossos estudantes, em Curitiba, nas 11 IES citadas, parece não se tratar disso. Os jovens definem seus relacionamentos tanto profissionais, como particulares como mais presenciais do que virtuais (whatsapp, facebook, linkedin, email, telefone...), 55% e 59% (graduação e pós respectivamente).

Ainda, a resposta à questão: percebo que a importância do professor em sala de aula continua sendo a mesma de anos atrás foi marcada 82% concordo totalmente e concordo parcialmente, em uma escala de 5 níveis. E fortalecendo a tendência, em uma escala semântica de 6 pontos (desde -3 até +3), vemos a preferência geral pelo Professor que expõe conteúdo - 0,9 (grad.) e - 0,7 (pós grad.) versus Professor que organiza a turma e alunos expõem. Podemos considerar ainda, e associando também com a hipótese de certo conservadorismo, o fato de que nesta mesma escala de seis pontos, os estudantes não preferem de modo acentuado, as grades modulares 0,8 (pós grad.) e - 0,3 (grad.) versus as grades fixas. Quanto à forma de receber os conteúdos nos diferentes cursos analisados, nova surpresa. Decorrentes de leituras de artigos, vídeos, palestras sobre as gerações e principalmente a chamada Geração Y, ou em inglês Millennials, se deduz que os estudantes gostam muito de visitas técnicas, de atividades em campo, ou seja, fugir da sala de aula tradicional. Porém na mesma escala de 6 pontos entre os dois extremos Conteúdos passados em sala de aula 0,3 (pós grad) e 0,1 (grad.) versus Conteúdos passados fora da instituição, no campo, laboratório ou organizações, ou seja, importância mínima entre as duas formas, revelando indiferença.

Existem ainda muitas mais evidências de que nosso aluno universitário, em Curitiba se mantém bastante tradicional e conservador. Vamos citar somente mais duas nesta primeira degustação dos resultados.

A primeira é em relação ao futuro trabalho e se refere ao tipo de organização em que os jovens desejam ingressar. Era possível a escolha múltipla. Os resultados: dos 2027 estudantes, 51% desejam ingressar em empresa multinacional, contra 39% em empresas de economia mista como Copel, Petrobrás e 32% em empresas públicas diretas como prefeituras e autarquias. Se somarmos as duas opções onde o acesso se dá através de concursos e a partir disto o emprego é estável, temos 71% de preferência, contra 51% de opção por atuar em organizações sujeitas à outras regras.

Neste mesmo conjunto de indagações sobre preferências para seu trabalho em organização, foi observada uma baixa opção por atuar no 3º setor, como as ONGs, com 6% de escolhas. Isto também contradiz bastante alguns autores nacionais e internacionais[iv] que afirmam que os jovens das Gerações Y e Z são mais preocupados com o futuro da sociedade, com os valores ambientais e sociais. Nossa pesquisa nos direciona a pensar que o estudante em Curitiba está pouco conectado com as questões do futuro do planeta e sua sustentabilidade.

Vamos parar por aqui pela extensão do artigo, mas em outros informaremos sobre diferentes aspectos coletados. Como exemplo cito que Estabilidade se apresenta entre os três principais atributos que os jovens esperam de uma organização de trabalho, ou seja, em muitos aspectos se alteraram pouco as necessidades citadas nos conceitos da teoria de Maslow, dos anos 40.
Estamos em 2017 aprofundando estes resultados e outros, através de focus groups, para completarmos os entendimentos sobre certas escolhas e seus motivos. Em breve teremos mais artigos sobre esses temas.

Reafirmando nosso objetivo: o Eixo RH na Academia da ABRH-PR com seu projeto Infoconhecimento visa a geração de informação e conhecimento sobre o mundo do trabalho e expectativas das novas gerações de trabalhadores, facilitando diálogo entre as instituições de ensino superior, os estudantes e as organizações em geral, na convergência do entendimento acerca da formação, qualificação, bem como de soluções que possibilitem qualidade no desempenho e inovação em benefício do todo: pessoas/sociedade, negócios, planeta.


Autora: Cleila Elvira Lyra - Diretora do Eixo RH na Academia da ABRH-PR
Apoio:
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