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Hospitais americanos utilizam cada vez mais o prontuário eletrônico de pacientes, mas ainda há desafios pela frente
Pesquisa com CIOs de saúde revela bom avanço na implantação de registro eletrônico de saúde, mas aumentam questões com equipes e interoperabilidade
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Se a pesquisa anual da HIMSS (Heathcare Information and Management Systems Society) com CIOs indica alguma coisa, é que hospitais estão seguindo muito bem na jornada rumo ao uso significativo de registros eletrônicos de saúde (EHR, da sigla em inglês) e, finalmente, a cuidados mais seguros e com melhor custo-benefício. Mas os líderes de TI de saúde esperam ser desafiados, futuramente, por outras reformas na área de saúde, incluindo a obrigação de criar Organizações de Cuidados Responsáveis (ACOs).

Dos 298 CIOs entrevistados online entre dezembro e fevereiro, 66% disseram que suas organizações já foram qualificadas no estágio 1 de Uso Significativo, e outros 4% disseram esperam conseguir tal feito até o final de 2012. E 75% dos entrevistados, representando quase 600 hospitais por todos os EUA, disseram que planejam estar no estágio 2 em 2014, o primeiro ano do estágio 2, segundo anunciaram oficiais da HIMSS, na conferência anual da organização, em Nova Orleans.

Quase metade (47%) dos CIOs disse que o orçamento de TI teria que “aumentar significativamente” este ano, e outros 29% disseram que as despesas “provavelmente diminuiriam”. Apenas 15% disseram que o orçamento seria o mesmo, e 8% esperam uma queda.

Entre os entrevistados pela pesquisa, 21% disseram que o principal objetivo de negócio de TI para 2013 é sustentar a viabilidade financeira de suas organizações, um aumento em comparação aos 15% do ano passado. 19% disseram que o principal objetivo é melhorar os cuidados com os pacientes, uma pequena queda em relação a 2012. Há um ano, alcançar Uso Significativo era o principal objetivo de negócio, mencionado por 24% dos entrevistados, mas caiu para o 4º lugar na lista deste ano, com 15% das respostas.

“É uma consequência, que mostra que nossos entrevistados estão muito bem posicionados não apenas para alcançar o estágio 1, como o estágio 2 também”, disse Jennifer Horowitz, diretora sênior de pesquisa na empresa afiliada de pesquisas, HIMSS Analytics.

Mesmo que alguns tenham sofrido com tentativas de medir o retorno sobre o investimento de EHR, e outros tenham questionado se é possível obter ROI ao participar de um programa de Uso Significativo, a maioria dos entrevistados pelo HIMSS espera um retorno positivo no estágio 1.

Cerca de 30% dos CIOs de hospitais disseram que planejam ver ROI de até US$2 milhões no estágio 1. Outros 23% esperam retorno entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões no estágio 1, enquanto 16% avaliam o retorno entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões.

Embora a pesquisa não tenha perguntado se alguém esperava perder dinheiro nos estágios 1 ou 2, o CEO da HIMSS, H. Steven Lieber reiterou a antiga crença da organização de que o bônus do Uso Significativo nunca se propôs a cobrir, completamente, os gastos com EHR e que o governo não irá “comprar” sistemas de TI de saúde de provedores de serviços de saúde. “É muito mais uma questão de decisão de política [de participar do programa de Uso Significativo] do que uma decisão financeira”, disse Lieber. “É uma questão de valor de longo prazo” em termos de ganhos com qualidade e segurança do paciente.

Quando perguntamos em que ponto a TI teria mais impacto no cuidado com pacientes, 31% disseram que seria no aprimoramento da qualidade dos resultados, em comparação aos 38% no ano passado, mas ainda a resposta mais comum. Outros 25% disseram que seriam na redução de erros médicos, enquanto 12% endossaram a padronização dos cuidados clínicos. “As três principais áreas aqui, realmente são resultados diretos para os pacientes”, disse Horowitz.

Curiosamente, a ativação do acesso remoto de dados estava bem no fim da lista, com apenas 5%, enquanto meros 3% disseram que fornecer monitoramento remoto de pacientes pode causar ótimo efeito nos tratamentos. No ano passado, ninguém falou em monitoramento remoto de pacientes.

“Todos estão discutindo sobre isso e percebendo que pode fazer diferença em cuidados responsáveis” disse Mike Rozmus, VP e CIO do RMH Healthcare, afiliado do Sentara Healthcare, que opera o Hospital Rockingham Memorial, em Harrinsonburg, Virginia.

No entanto, cuidados responsáveis continuam sendo castelos no ar e tiveram de ser postos de lado durante a reconstrução geral da infraestrutura de TI. “É preciso pavimentar o último quilômetro antes de liberar a rodovia”, de acordo com Rozmus. Neste momento, os CIOs não estão pensando nisso.

Outros aspectos da reforma de saúde também estão na mente dos CIOs. Cerca de 37% mencionaram a reforma da saúde como a questão de negócio com mais impacto na indústria este ano, um pouco menos dos 40% em 2012. Isto, segundo Horowitz, inclui ACO e reformulação salarial. A segunda resposta mais comum foi consideração financeira, mencionada por 16% dos entrevistados. Obrigações políticas, incluindo o Uso Significativo, caíram para 14%, de 23% no ano passado.

O principal foco clínico da TI entre os CIOs é o ter EHR completamente operacional em vigor, mencionado por 19% dos entrevistados, contra 25% no ano passado. O foco em sistemas médicos e a ligação de sistemas clínicos com medidores de qualidade empataram em segundo lugar, com 16% cada. “Os três principais aqui, realmente são sistemas-chave”, disse Horowitz.

21% dos entrevistados expressaram preocupação sobre não poderem acompanhar as necessidades das equipes, e sua principal necessidade é especialidade em informática clínica. Isto está de acordo com relatórios anteriores que sugerem uma séria falta de mão de obra especializada em TI de saúde.

Fonte: Niel Versel | InformationWeek EUA; replicada pela InformationWeek Brasil e SaudeWeb.com.br
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