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ESTRATÉGIAS E PLANOS
Após busca da qualidade, organizações se reorientam para a inovação
A busca pelo domínio da cultura da inovação lidera a nova revolução desse início de século na área de gestão e excelência
As duas últimas décadas do século passado foram marcadas, principalmente nos países em desenvolvimento, pelo movimento da Gestão da Qualidade. A percepção que se tinha é que grande parte das organizações que buscavam a trajetória da excelência estava disposta a medir estratosféricos esforços para participar daquela, então, revolução da gestão. Passados quase outros 20 anos, a gestão da qualidade que, à época, era encarada como a busca primária das organizações, hoje virou commodity. Mesmo sendo um fator crítico para a maioria das organizações em tempos de competitividade global, ninguém imagina o mais condescendente cliente abdicando do compromisso assumido por um determinado fornecedor no ato da entrega de cada atributo do serviço prestado ou do produto entregue.

Nesse cenário de comoditização da qualidade, a componente inovação encabeça a nova revolução desse início de século e, até agora, tem se mostrado como um diferencial de sustentação no ciclo de vida em organizações de classe mundial. Mas deve-se notar a existência de modismos conceituais acompanhados de significados obscuros que podem confundir, propositadamente ou não, a visão de empreendedores em relação à temática da inovação de forma a dificultar a assimilação dessa revolução na gestão organizacional. O grande risco de surfar nesses modismos está em transformar as empresas em “presas” fáceis do consumismo tecnológico de gestão.

Inovação é um conceito explorado por distintas perspectivas teóricas, destacando-se a Economia, a Sociologia e a Administração, e tem sido considerada como uma espécie de motor para o desenvolvimento econômico-social e essencial para a competitividade das empresas (SCHUMPETER, 1997).

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE (2005) define inovação como a introdução de um bem ou serviço novo ou significativamente melhorado em suas características ou usos previstos. Atualmente, observa-se que a prática sistematizada de promover melhorias com valor adicionado reconhecido pelas partes interessadas não é mais privilégio de alguns países, setores da economia e organizações de grande porte.

Mais relevante do que enxergar a inovação como um produto novo ou melhorado, é perceber se a organização tem uma cultura orientada para inovação. Sob esse olhar, a inovação inclui a busca, a descoberta, a experimentação, o desenvolvimento, a imitação e a adoção de novos produtos, serviços, processos e novas técnicas organizacionais, que se assemelha ao conceito proposto por Dosi (1982).

A cultura de inovação, fator favorável à Qualidade, com “Q” maiúsculo, na gestão, rompe fronteiras e mentes, permite que o “Novo” se sobressaia às resistências e ao desejo de permanência do “Velho”, tolera os erros honestos (aqueles advindos da tentativa sistemática do acerto) e os utiliza como insumo para o aprendizado organizacional, considerando as pessoas e, não, a tecnologia, como a parte mais valiosa do processo de criação e interação com o novo que surge.

O desafio hoje é fazer com que empresas utilizem esse poderio cultural de forma sistêmica e sinergética, transformando estruturas administrativas antigas e arcaicas em organizações dinâmicas, fazendo com que essas estejam preparadas para mudanças e sejam capazes de atender a um mercado que pode, a qualquer instante, mudar o rumo dos negócios.

A cultura de inovação gera duas grandes mudanças: a primeira é permitir que organizações de porte diferente possam competir em bases menos desiguais; a segunda é que “sacode” a estrutura da empresa, seja grande ou pequena, colocando em questão o “como administrar melhor” nas organizações, questionando hierarquias e provocando mudanças no processo decisório.


Fonte: por Pedro Resende, do Núcleo de Estudo Temático Gestão da Inovação da FNQ
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